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Sobre o Campus Presidente Kennedy

Publicado: Quinta, 17 de Agosto de 2023, 09h05 | Última atualização em Segunda, 02 de Fevereiro de 2026, 05h29

O Decreto nº 6.095/2007 estabeleceu as diretrizes para o processo de integração para fins de constituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Segundo este documento, a vocação dos Institutos é formar e qualificar profissionais para os diversos setores da economia, em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade (Art. 4, § 1o, I), visando a consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos locais (Art. 4, § 1o, III), bem como estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda (Art. 4, § 1o, IV). Em relação à oferta de educação superior, objetiva-se formar profissionais para os diferentes setores da economia (Art. 4, § 1o, VII, a).

 

Já a Lei nº 11.892/2008, instituiu a citada Rede Federal criando os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que são instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas, nos termos desta Lei.

 

Os Institutos Federais são identificados na perspectiva de contribuição para o processo de modernização e desenvolvimento do país, qualificando (neste caso, com a educação profissional e tecnológica) os cidadãos e, consequentemente, incluindo-os no mercado de trabalho, levando em conta os arranjos produtivos e os aspectos sociais, culturais locais. Busca-se atender, por um lado, demandas sociais da população, por formação e elevação dos níveis de escolaridade para adquirirem as devidas condições de empregabilidade e, por outro, as demandas do capital que exigem qualificação da mão de obra, objetivando o aumento da produtividade e a elevação das taxas de lucro.

 

O município de Presidente Kennedy, sede do campus, compõe a microrregião Litoral Sul do Estado, que é formada por outras sete cidades: Alfredo Chaves, Anchieta, Rio Novo do Sul, Iconha, Piúma, Itapemirim e Marataízes. A região possui cinco municípios litorâneos, banhados pelo Oceano Atlântico, o que favorece as atividades portuárias, de exportação e exploração do petróleo (IJSN, 2019).

 

Uma série de debates entre os especialistas técnicos ocorreram, no qual o alinhamento final apontou para o eixo de Infraestrutura como uma indicação certeira e inovadora para a região, que tem ligação com as principais áreas indicadas em consenso pelos representantes municipais e do Ifes, atendendo a demanda atreladas as indústrias que poderão se estabelecer no Polo Industrial que está sendo planejado junto ao novo Porto Central. Como segunda opção indicou-se o eixo de Gestão e Negócios, como foco na área de Informática, atrelada a capacidade de se diferenciar dos campi do entorno e com potencial de aderência, atendendo também ao segmento industrial. Destacou-se ainda que outras áreas correlatas com demandas pontuais podem ser complementadas com outros campi da região, em atividades de EAD, de pesquisa e/ou de extensão com as unidades de Cachoeiro de Itapemirim - ES e Guarapari – ES, que já tem a parte de base industrial forte.

 

O elemento diferencial para formação deste consenso de opções de eixo estruturante tomou como base o vasto perfil de empresas que estão se apresentando com interesse de implantação no eventual Polo Industrial e também a potencial implantação novo Porto, destacando as obras que serão necessárias para receber todos estes empreendimentos, portanto a área de Infraestrutura necessária para aportar estes projetos será fundamental.

 

Como segundo eixo, teve protagonismo o eixo de Gestão e Negócios, com um curso de Administração voltado para as atividades agrícolas da região e para apoiar novos empreendimentos da região que serão atraídos.

 

É de suma importância acrescentar também que este projeto possui uma característica peculiar, na qual a prefeitura é quem destinará todos os recursos e arcará com as instalações completas, tendo em vista o potencial de transformação da região que esperam obter de retorno. Como ações futuras estimadas, destacou-se que nas próximas fases, com a eventual devolutiva positiva do Ministério da Educação, serão realizadas consultas públicas mais abrangentes, uma vez que este tipo de ação está inviabilizado devido ao estado atual de pandemia, sendo possível com isso trazer ainda mais especificidades da região e seus anseios para a nova unidade do Ifes.


Fonte: https://sipac.ifes.edu.br/public/jsp/processos/processo_detalhado.jsf?id=80117

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